domingo, 29 de março de 2009

A vida passa rápido!

Inauguração do Engenho de Cana de Açúcar !

..... E meu pai quis fazer "moagem" no prédio da Fábrica. Comprou os equipamentos, instalou e como de costume levou a família, chamou os amigos, chamou o padre, rezou a missa e continou no trabalho, única fonte de divertimento que conheceu na vida!
Varava noites na Fábrica! Teto, meu tio avô, companheiro inseparável, montava e desmontava motores, caldeiras, caminhões e o que mais lhe aparecesse para consertar. Era um mecânico nato. Alías, na minha família todos tem essa tendência para ser autodidatas, assim é que, meu irmão, João, sabe consertar coisas de qualquer natureza.
Meu pai não era muito afeito a consertos, mas por outro lado gostava de construir, foi o engenheiro de todas as suas construções, e pasmem! nunca cairam. Na foto, quem eu consigo conhecer? quase todos, porém às vezes me escapa o nome. No centro minha inesquecível mãe e Rita de Cássia minha irmã caçula, ladeadas à direita por meu pai e à esquerda por Bitô.
Por trás de Bitô, a velha Júlia de Zumba que por causa da minha amizade com Jovita de Taiá, sua filha, nós todas a chamávamos de "Mãe Júlia". Quando estava para me casar eu vivia à procura de imagens antigas de santos de madeira, e às vésperas do meu casamento ela trouxe de presente para mim a imagem de Nossa Senhora da Conceição e impondo-me a condição de todo dia 8 de dezembro acender a velinha e rezar o terço ela me daria a santinha de presente de casamento. Ainda hoje eu cumpro a promessa feita, em agradecimento ao seu desprendimento, pois, a santinha havia pertencido a avó dela e ela me incubiu de continuar a sua missão.
Obrigada, Mãe Júlia, no dia da Conceição eu rezo para você e para a minha avó de mesmo nome.

Sim! e o nome das pessoas da foto? Meu Deus! já havia esquecido. Em pé com uma criança no braço, Zefinha de Zumba, filha de mãe Júlia e irmã da minha saudosa amiga Jovita.
Muitos anos que não vejo a minha amiga! Ao lado de pai parece ser Carlos o filho de seu Raimundo Brejeiro, sentado junto da bomba elétrica, meu compadre Alfredo Cândido, foi meu professor de direção, apendi a dirigir com ele, pois à época ele trabalhava com meu pai, dirigia um caminhão chevrolet 58.
Lá no fundo eu vejo Víctor de Joaquim Leite.

E por falar em seu Joaquim, quanta amizade meu tinha por ele! Seu Joaquim Leite, Seu Sebastião Senhor, Antônio Correia, Tonheiro Piancó, Seu Júlio Jordão eram tão amigos, mas tão amigos que se torna impossível pensar em um deles sem associar à figura do meu pai.
Ah! pensando bem, agora foi que despertei para a inteligência de pai ao instalar um engenho na fábrica, pois ao invés de ir à Maniçobas, sua propriedade rural, ele administrava a moagem e o benficiamento da goiaba. Quanta sabedoria! "o olho do dono é quem engorda o boi"